quinta-feira, 13 de novembro de 2008

De onde veio isso, meu Deus?

Eu explico, não tem nada a ver com a foto, cada um faz a árvore que quiser.
A da foto aí de cima podemos classificá-la como "diferente". E tá bom para ela.
Mas a pergunta do título desta postagem é simplesmente para testar os seus conhecimentos.
Sem ir ao Google, responda:
- De onde surgiu a árvore de Natal?
- O que representa?
- Por que é usada?

Eu já fui ao Google e posso dar uma luz, inclusive poupando a busca indicando este link com o texto completo. Para os que acham que aprender só um pouco é suficiente, este trecho basta:

"No início do século 8, quando o monge beneditino anglo-saxão Bonifácio foi autorizado pelo papa Gregório II a trabalhar como missionário na Turíngia, Alemanha central, o então futuro santo católico se deparou com o culto generalizado da árvore. Primeiro, combateu-o duramente. Chegou a empunhar o machado e abater uma árvore sagrada erguida no topo de um monte, para mostrar a inexistência dos deuses pagãos. Depois, passou a invocar o perfil triangular do abeto (espécie de árvore conífera) como Símbolo da Santíssima Trindade."

Mas esta postagem não pára por aqui, a árvore é só um exemplo de como fazemos as coisas sem saber por que.
Você, eu, os seus pais, os seus avós, os seus filhos, os seus netos e os seus bisnetos já montaram ou montarão muitas árvores de Natal.
E todos sem saber o por que.

Este é um ponto básico.
Não gostamos de aprender, queremos fazer.
E depois queremos que os outros vejam e façam o que nós fizemos.
O que isso lembra? A decoração.

Passou a ser algo que todos podem fazer, o que é muito bom.
A maioria dos que fazem, não têm a miníma idéia do porque fazem. O que é muito ruim.

Típico da Identidade Brasil: um presidente alcóolatra e analfabeto que assina a Lei Seca e a Reforma Ortográfica.

7 Faça um comentário:

Gabrielle 13 de novembro de 2008 13:27  

O final é bem enfático: "Típico da Identidade Brasil: um presidente alcoólatra e analfabeto que assina a Lei Seca e a Reforma ortográfica."

Bem típico de quem prefere o "impacto" das meias-verdades, ou inverdades, ao conteúdo do proposto em si (VERDADES POR FAVOR!)... Bem decorativo, não? FORMA, por favor!!! Conteúdo aguarde sua vez! Parnasianos...

Fico feliz porque certamente muitos americanos e europeus conhecem bem a história da arvore de Natal (já que tal desconhecimento é "bem típico" da identidade brasileira)...

Retórica? Cadê vc?

Boa sorte em seus discursos "politizados" (isso é isso é ironia, tá?) DECORADOS como muita "beleza" e pouco "recheio". Bem próximo daquilo que criticas. Afinal, cada qual com seu paradoxo. :)

bade 14 de novembro de 2008 09:30  

Olá, gabrielle.
Comentário interessante.
Volte mais vezes.
Um abraço,
Carlos - DecorandoTudo!

Flávia 14 de novembro de 2008 09:31  

Concordo em genero número e grau.
O problema é a apologia da ignorância, da falta de conhecimento.
ão há nada de errado ter origens humildes, o problema é não saber, não querer buscar e zombar de quem o faz.
Ê vida complexa.

tati.nakae 15 de novembro de 2008 18:35  

A piadinha de internet do final acabou com o restante do seu texto

Paulo Oliveira 18 de novembro de 2008 10:09  

Carlos,
se tem uma coisa que me irrita é chegar o natal e eu ficar me sentindo um pinguim em Natal-RN em pleno verão... rsrsrs
Explico: nosso país não tem absolutamente nada a ver com a cultura (importada) das árvores de Natal, papai noel, bonecos de neve (arrrrghhhh), renas, flocos e cristais de neve entre tantas outras coisas que vemos neste período enfeitando as casas e comercios tupiniquina... e a brasilidade, morta, seca e enterrada.
Nosso país é riquíssimo culturalmente, informações visuais, folclore e tantas outras coisas que deveriam ser sim, empregadas nçao só no natal, mas também em outras datas comemorativas.
Tudo bem que uma bela decoração natalina enche os olhos, nos faz sonhar e tal, mas a coisa para por aí. Eu mesmo adoro essa época. Mas sempre fico em meio a tudo aquilo procurando: onde está o Brasil nisso tudo? Cadê a nossa identidade?
Da mesma forma que uma árvore de natal magnificamente elaborada, com todos os seus penduricalhos, lacinhos e vários etecéteras e tal, podemos fazer isso utilizando os elementos que dispomos em nossa cultura e ficar tão ou mais rico que o tradicional.
Já ha muito tempo venho pensando nisso e este ano decidi: aboli o natal tradicional por completo de minha casa e estou conversando com os clientes sobre isso também.
Acho que já passou da hora de nós brasileiros, voltarmos nossos olhos para o que é nosso, valorizar o que é nosso e o que temos de bom - não apenas bunda de mulher na praia ou futebol.
Talvez seja exatamente por esse desligamento de nossas raízes culturais que o país esteja nessa maré vremêia¹³ de total alienação em todos os sentidos. A morfina foi injetada e estamos todos anestesiados jurando que tudo o que o governo fala é verdade, porém estamos incapacitados de olhar ali na esquina e ver a realidade.
Típico da identidade Brasil! Exatamente. Não tinha como finalizar melhor o texto.

Carlos Baptistini 18 de novembro de 2008 12:22  

Olá, Paulo.
Eu acho que o design gráfico é uma ferramenta importante para uma mudança. Explico: como ele está quase sempre interligado à publicidade e à comunicação, é uma oportunidade de inserção de uma linguagem regional e não globalizada com longo alcance. A sua iniciativa, conversando com os clientes sobre isso, é ótima.
Um abraço,
Carlos - DecorandoTudo!

Italo André 25 de novembro de 2008 17:01  

Nunca me imaginei acessando um blog de decoração, mas vi o link nos comentários do Desafio 21 e passei por aqui.

Pra falar a verdade, seu blog é muito bom! Até por que não é aquela coisa bem feminina. Gostei da idéia do faça você mesmo, pra quem tem uma irmã caçula é ótimo.

O que não gostei muito foi do final desta postagem. Achei uma crítica dessas que o povo faz só pra dizer que é crítico, mas não é nada pessoal.

Parabéns pelo blog, acho que volto mais vezes.