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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Para decorar a consciência.


A foto desta postagem é conhecida. A imagem é belíssima e de propriedade da National Geographics. Achei-a em um álbum do PinFotos e linkei para cá.
A pergunta é: você a colocaria na sua sala?

Há algum tempo, uma postagem no blog Canto do Feng Shui, da Cris Ventura, me chamou a atenção pois falava sobre fotografia.
Como um completo ignorante no feng shui, venho acompanhando o blog dela para aprender.
Quando desconheço um assunto, evito comentar.
Mas, como ela falava de fotografia, comentei. E ela, gentilmente, fez uma postagem esclarecedora sobre o assunto.
E estou até hoje pensando sobre isso.

Como há pouco também fiz uma postagem falando do uso da fotografia na decoração, acho interessante ampliar o assunto.
A fotografia é um registro fiel de dois momentos distintos simultâneos: do tema fotografado e da visão do fotógrafo.
Quando mostrada, acontece um terceiro momento: a visão do espectador. Aqui o registro pode deixar de ser fiel.

Como muito bem explica a Cris, a fotografia transmite energias ou, eu prefiro, provoca sensações.
E essas sensações podem variar de acordo com a visão que cada pessoa tem do mundo e da vida.
Uma fotografia que retrata a pobreza pode causar uma sensação de desconforto em um grupo de pessoas, pela associação da pobreza em si como algo negativo.
Um outro grupo pode receber essa mensagem de uma outra forma, enxergando, por exemplo, a necessidade de lembrar que a pobreza é o resultado de ações que não tomamos.

Pelo jornal, recebi uma foto que é muito mais chocante: o Governador de São Paulo, José Serra, todo feliz, ao lado do espantoso Ministro Guido Mantega, destinando um socorro bilionário à industria automobilística. Essa, com certeza, é uma foto que eu não pedi para ver e não deveria existir na parede, no jornal, em nenhum momento. Mas eu vi.
A foto desta postagem tem o mérito de me encaminhar no sentido oposto ao deles: asseados, cultos, ricos e hipócritas.
Só por isso ela já me faz bem.

É um assunto intrigante.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A prima pobre.

A fotografia nunca teve um lugar de destaque na decoração.
Infelizmente.
Na verdade a fotografia sempre é tratada como uma prima pobre, mesmo quando o assunto é arte.
Alguns até discutem se ela pode ser classificada como arte.
Pura perda de tempo.

Normalmente as fotografias são usadas na decoração em porta-retratos, todos viradinhos para o mesmo lado, com fotos de familiares e amigos. Algumas vezes com um animal de estimação.
Fica muito bonito, mas termina aí.

Uma boa fotografia com uma boa ampliação é uma alternativa interessante para você levar cultura ao seu ambiente, valorizando-o.
Por favor, não considere uma ampliação de um retrato seu ou dos filhos como uma boa fotografia para ser colocada na sala. O assunto é fotografia como uma forma de expressão, com uma imagem que nos leva a sentir algo individualizado. Arte.

Ela pode substituir aquelas telas feitas em série que você compra em qualquer lugar e que não valem nada.
Com os recursos que os fotógrafos dispõem e as técnicas atuais de ampliação, até o fator determinante para que a fotografia não se disseminasse deixou de existir: o alto custo.
É possível fazer uma ampliação com um tamanho razoável sem pagar muito por isso.
E muito fácil achar bons fotógrafos e bons trabalhos buscando na internet.
Basta contatá-los e negociar um bom preço pelo arquivo em alta resolução.

A sua parede vai agradecer.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O lugar aonde eu moro.


A postagem abaixo faz parte do projeto Mostre-se ao Mundo, realizado pela Abril Digital, onde os blogueiros publicam suas fotos retratando a sua cidade.
Sou um dos convidados e se você se interessa por fotografia e urbanização, convido você para, após ler o texto, clicar nos links dos álbuns com as fotos do projeto sobre a minha cidade no final desta postagem.

"Sempre associei o lugar onde eu moro com a minha casa. Deve ser porque o meu assunto principal é decoração de interiores.
Mas quando recebi o convite para participar do projeto Mostre-se ao Mundo retratando a minha cidade, me dei conta que ela também é o lugar onde eu moro.
Parece óbvio, mas não é tanto assim. Não consideramos verdadeiramente as nossas cidades como as nossas casas.

Se considerássemos, elas estariam melhores. Habitamos as cidades como se elas não fossem parte da nossa vida, mas um meio onde necessariamente temos que estar. E conviver.

Moro em Araraquara, Estado de São Paulo, uma cidade do interior.
Não tão pequena como os moradores das capitais imaginam as cidades do interior e nem tão grande como os moradores de uma cidade do interior querem que sua cidade seja.
Nos ensaios fotográficos mostro detalhes que se não formos capazes de administrar e corrigir, me fazem concluir que não seremos capazes de resolver questões mais complexas.

Não adianta discutir a favelização, a criminalidade, o trânsito, a arrecadação, o desemprego etc se nós, como contribuintes, não nos importamos com pedras soltas no piso de uma praça ou um pequeno buraco na calçada.
E o administrador, se não tem capacidade para manter uma praça bem cuidada, não terá capacidade para mais nada.

Poderia ter feito fotos bonitas, vistas noturnas, detalhes arquitetônicos com o céu ao fundo, uma praça com chafariz.
Estaria enganando vocês.
Pior, estaria me enganando."

Esta postagem é parte da Missão - Mostre-se ao Mundo, proposto pela Abril Digital aos blogueiros e é completada com a publicação das fotos no PinFotos. São 4 álbuns que podem ser acessados pelos links abaixo:

-
Vistas da cidade
-
Cenas Cotidianas
- Coletividade
- Municipalidade