quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Home office, por que isso?


Ainda bem que o ser humano é contraditório.
Isso é bem legal, pois nada é mais chato do que uma pessoa coerente o tempo todo, a vida toda.
A coerência, muitas vezes, mostra que faltou coragem para mudar, aprender, pensar diferente.

Mas existem contradições que não se explicam.
Uma delas é adotar nomes em inglês para determinadas coisas ou situações.
Prejudica o entendimento.
Enrola a língua.
Faz algumas pessoas se passarem por ignorantes.
Sem motivo.

O "home office" é uma delas. Por que isso?
Pode ser que a origem esteja no pensamento tosco de que dando esse nome ao escritório da casa, ele passe a ser mais exclusivo e mais "home office".
Uma tolice de quem ganhou um pouco de dinheiro e acha que "aconteceu".

Uma das coisas que nós, iletrados do Brasil, precisamos aprender é a nos comunicar com clareza.
Não tem nada a ver com a nossa língua portuguesa, a defesa da natividade, a identidade.
Tem a ver simplesmente com a comunicação sem esforço.
Sem esforço para falar e sem esforço para entender.
Não é nada contra o inglês.

Em português também acontece e com frequência.
Chamar a sua empregada doméstica de secretária é a mesma coisa.
Não vai deixar você um nível acima.
Você não vai ser mais chique porque tem uma empregada que chama de secretária.

Você pode esbravejar que a valorização não é para você, mas para ela.
Vamos fazer de conta que é verdade.
O que ela ganha?
Continua fazendo os serviços domésticos, ganhando uma merreca e não tendo os mesmos benefícios que uma secretária tem.

A comunicação ineficiente está nos fazendo perder tempo e inteligência.
E nos fazendo perder oportunidades.

Quer uma sugestão?
Aproveite que você tem um "home office", não deixe que ele seja apenas decorativo: faça-o produzir alguma coisa útil além de horas intermináveis navegadas na internet e promova a empregada doméstica à secretária.
Em comunicado direto e claro: arregace as mangas e mãos à obra!

Para terminar:
Good bye, baby!


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