quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Você já atormentou o seu arquiteto hoje?


Eu me sinto à vontade para fazer esta postagem, pois muitas vezes também meti o pau neles. Vamos aos fatos:

Como somos um país pobre, não aprendemos a pagar por coisas que não podemos pegar na mão.
Cultura, inclusive. Mas a culpa não é sua, fique calmo.
Vivemos em um país onde uma pizza custa o mesmo que um livro e todo mundo come a pizza, umas 20 por ano.

Também não compramos serviços pelo preço justo e pagamos muito mais do que vale por produtos que não valem nada.
E ainda assim não conseguimos ser coerentes nem quando pagamos pelos produtos.
Vamos aos exemplos:

- Quanto você está disposto a pagar pelo metro de um belo mármore branquinho para a pia do seu banheiro, que vai durar a vida toda se você não bater com uma marreta sobre ele? R$ 375,00 é caro? Vai ficar pensando umas trezentas vezes, não vai?

- E aquele monte de borracha que chamamos de tênis ou umas tiras com um solado que chamamos de sandália, cuspido aos montes por máquinas, que vai durar meses, com nome esquisito e formato mais ainda? Vale os mesmos R$ 375,00? Pois é, você ficou a cara do Michael Jordan ou da Gisele Bündchen...

Por isso não damos a mínima importância a determinadas profissões.
A arquitetura é uma delas. Não conseguimos entender como alguns palpites podem ser importantes e custar alguma coisa.
E fazemos do arquiteto um boneco de vudu vivo, onde vamos espetando alfinetinhos só para atormentá-lo.

- Ele escolheu branco? Ele não sabe de nada, pois o moço da loja de tinta disse que todo mundo está usando um tom de laranja.

- Como? Pedra, meu filho? Minha amiga colocou um porcelanato maravilhoso!

- Não, não, não... grama dá grilo, grilo canta muito durante a noite e não vou conseguir dormir.
Quero pedra.

E assim os arquitetos vão levando a vida, tentando vender projetos e auxiliar na construção de uma moradia melhor.
E um dia ainda vamos ouvir (ou já estamos ouvindo?) frases do tipo "ainda bem que eu não estudei..."

4 Faça um comentário:

Marcele Silveira 6 de novembro de 2008 10:01  

Obrigada pelo apoio à profissão Carlos.

Viviany 6 de novembro de 2008 22:15  

Infelizmente é a mais pura verdade ! mais acho que devagar as coisas vão melhorar , as pessoas estão passando mais tempo em casa e procurando deixá-la mais aconchegante , então quem sabe , né ?!?
Bjo*

Sylvana Marques 6 de novembro de 2008 22:19  

Mas isso é corretíssimo.Por esse motivo o Brasil ainda é um dos locais com um numero alto de patologias indevidas.As pessoas aqui ñ pagam pela profilaxia, se vc prescreve um medicamento profilático os pacientes acham desnecessários, ñ previnem,ñ evitam as causas,pagam p tratar o efeito q as vzs ja vem de maneira devastadoras.Acham absurdo pagar alguns reais em uma alimentação adequada em polivitaminicos,antioxidantes já q ñ há teoricamente ainda uma patologia mas pagam 500 reais p desfilar na beija -flor,p comprar a ultima tendencia da moda,p varios chopps sem reclamar.È engraçado e olha q vc chamou atenção pra bens duraveis em arquitetura mas agem assim até com a saúde imagina com o que vem após como moradia...É engraçado e eu me sinto feliz por me excluir dos q gastam horrores com pizza e reclamam ao comprar um livro,já deixei muitos fins de semana de gastar 100 a 200 reais em boates (digo num total,gasolina ,estacionamento,alimentação) Pensando em qts livros maravilhosos eu poderia comprar e os livros ganhavam e eu comprava com um amor,compro até hoje meus amigos sempre me presenteam com livros,eu amo,é meu melhor presente!Adoro me presentear com livros e ser presenteada,já imagino uma mini biblioteca cheia desses tesouros!RSSSSSSSSSS
Um grande beijo e excelente o "TOK"
dado p galera.
Obriga pela visitinha ao meu blog e pelo post
bjs
Syl
http://sylkellydecor.blogspot.com/

Cris Ventura 7 de novembro de 2008 22:41  

Pra variar mais um post sensacional que faz pensar e que tomara faça agir...