segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Só isso?


Um projeto ou uma decoração minimalista não é coisa fácil de se ver.
Nem de fazer.
Talvez por isso seja difícil vê-las.

Apesar das revistas, dos blogs e dos entendidos que introduziram o termo "clean" no mundo da decoração como sinônimo do minimalismo, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Ele é um conceito autêntico traduzido pela frase "menos é mais".
Sua principal característica é o uso de elementos indispensáveis formando um conjunto balanceado e coerente.



E por que é tão difícil de fazer?
Justamente porque é necessário um conhecimento que vai muito além do simples bom gosto que todo mundo acha que tem.
Colocar um monte de almofadas em um sofá é coisa que qualquer um pode fazer.
Assim como encher uma bancada de badulaques de todos os tipos, seguindo algum princípio de união como a cor ou o formato, por exemplo.
Agora, fazer um ambiente utilizando somente o essencial e interligando os elementos deixando-o perfeito, não é coisa para qualquer um.



Então, nesse meio tempo surgiu o famoso "clean".
Pode reparar, nas revistas eles usam clean para descrever praticamente tudo o que tem linhas retas e cores claras, neutras ou monocromáticas. Até aí dá para engolir.
O problema é quando, com ares de especialistas, confundem o minimalismo com esse "clean".
Não querendo ser purista, o minimalismo tem muita personalidade, enquanto o "clean" não vai muito além de uma cozinha modulada, coisa sem sal e sem açúcar que consumimos nestes tempos de controle do colesterol e da triglicérides da decoração.

As fotos que ilustram esta postagem são da Tetsuka House, Tokyo, 2005, um projeto do arquiteto minimalista John Pawson.

3 Faça um comentário:

Viviany 10 de novembro de 2008 23:44  

Carlos , me parece tão frio ... posso estar falando besteira , mais pra mim não serve de jeito nenhum , acho que teria depressão , se morasse num lugar com estilo minimalista , hehehe ... É claro que o ambiente fica "chique" , somente com peças muuuito bem penssadas e escolhidas a dedo (imagino eu) , mais cadê a história do morador , as lembraças de família , não que isso tenha necessariamente que estar exposto , mais sei lá ... Eh vc sempre pondo a gente pra pensar , hehehe
Bjão*

tati.nakae 11 de novembro de 2008 14:16  

Cara, amei!!!! Vc escreve muito bem!!!Amo o minimalismo, são poucas intervenções com grandes impactos. E concordo q é muito dificil chegar nesse nivel de perfeição!

Talma 11 de novembro de 2008 22:03  

Outra perguntinha de leiga: onde ficam as kinkas? Todo o mundo tem aquele álbum de quando-eu-era-bebê que nunca olha, muito menos mostra para alguém, mas é o fardo da nossa existência. Pois bem, essas pessoas que preferem esse estilo não possuem essas tralhas, não?
Sinceramente, esse é meu sonho de consumo, mas por apreciar a simplicidade e imaginar que não vou ter estante para limpar....uau!
Pronto, falei bobagem.
Mas vai assim mesmo, se não, náo aprendo!